Procedimento apura se cobrança da Caixa Econômica Federal tem erro de cálculo que gerou sobrecarga de R$ 255,75 milhões
O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) abriu nesta quarta-feira (2) um procedimento administrativo para averiguar os valores cobrados pela Caixa Econômica Federal ao Corinthians referente ao financiamento da Neo Química Arena. Conforme apuração divulgada pela Record e pelo portal Meu Timão, a suspeita do órgão é de que erros de cálculo tenham inflado o saldo devedor cobrado do clube.
POSSÍVEL SOBRECARGA MILIONÁRIA E QUITAÇÃO
A apuração teve início após um dossiê elaborado pelo perito Anísio Costa Castelo Branco, CEO do Instituto de Perícia Investigativa. O estudo identificou inconsistências técnicas nos juros, encargos e multas aplicados pela instituição financeira na atualização do financiamento obtido pelo clube em 2013.
De acordo com o levantamento da perícia, a Caixa cobrou judicialmente R$ 536,09 milhões, em agosto de 2019. O recálculo técnico apontou que o saldo correto naquela ocasião era de R$ 280,34 milhões, gerando uma diferença inicial de R$ 255,75 milhões.
Outro ponto sob análise é a cobrança de multa contratual de 10% sobre o total da dívida. Na avaliação do perito, a sanção deveria ser aplicada exclusivamente sobre as parcelas em atraso. O promotor Cássio Conserino destacou que, na hipótese de confirmação dos cálculos apresentados, a dívida do estádio corinthiano pode já ter sido totalmente liquidada pelos valores pagos ao longo dos anos.
Apesar da investigação, o Corinthians mantém o acordo atual em dia e segue pagando as parcelas do estádio. O contrato vigente prevê pagamentos trimestrais até dezembro de 2041, saldo que atualmente registra montante devedor informado em aproximadamente R$ 642 milhões.

Foto de capa: Reprodução/Internet
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