Ingleses medem forças com a seleção argentina nesta quarta-feira (15), às 16h, pela semifinal
A Seleção Inglesa encara nesta quarta-feira (15), às 16h (horário de Brasília), a Argentina, em busca da última vaga para a grande final. A última vez que o England Team chegou ao jogo decisivo foi em 1966, ano do único Mundial conquistado pelos ingleses.
Em caso de vitória, a Inglaterra vai enfrentar a Espanha, que bateu a França por 2 a 0 e garantiu a primeira vaga na decisão. Em cenário de derrota, os ingleses seguem na competição para disputar a 3ª colocação contra os Les Bleus.
O jogo marca um duelo histórico entre as duas seleções. Durante a coletiva de imprensa após a vitória sobre a Suíça, o técnico argentino Scaloni foi questionado sobre a Guerra das Malvinas e sua relação com a partida. De forma séria, o treinador deixou claro que “é um jogo de futebol”, disse que não pretende buscar outros cenários para acender rivalidades e ainda elogiou o adversário:
“É um jogo de futebol. E vamos jogar um jogo de futebol contra uma grande seleção que tem um grande treinador a quem tenho grande apreço. Admiro muito a ele, e é um jogo de futebol. Nada mais que isso.”
A Guerra das Malvinas foi um conflito territorial ocorrido em 1982 e, com a semifinal, reacende a rivalidade histórica entre os dois países.
Outro momento polêmico entre as seleções, agora dentro de campo, foi na Copa de 1986. Vista como uma revanche do embate político, a partida das quartas de final entre Argentina e Inglaterra foi muito além do “é só futebol” que Scaloni projeta para o duelo atual.
A Argentina venceu por 2 a 1 em um dos jogos mais marcantes e polêmicos da história do futebol. No primeiro gol, o inesquecível “La Mano de Dios”, Maradona superou o goleiro Shilton com um toque de mão. Minutos depois veio o “Gol do Século”: o camisa 10 saiu driblando meio time inglês antes de balançar a rede. Os dois lances se tornaram algumas das cenas mais memoráveis do esporte.

Inglaterra e Argentina se enfrentaram 14 vezes na história, com vantagem inglesa: são seis vitórias, cinco empates e apenas três triunfos argentinos.
Seja dentro ou fora de campo, a semifinal coloca duas seleções protagonistas frente a frente.
BRIGA NA ARTILHARIA
Capitães de suas seleções, Kane e Messi são peças-chave e esperança dos dois times para chegarem à final.
Crescendo durante o torneio, a Inglaterra chega embalada pela relação com a torcida e pela estrela de Harry Kane. O camisa 9 e capitão está na briga pela chuteira de ouro e já soma 6 gols no Mundial. Companheiro de equipe, Jude Bellingham também tem 6.
Na estreia contra a Croácia, Kane balançou a rede duas vezes e se tornou o 10º maior artilheiro em Copas, além de assumir a marca de jogador com mais gols de pênalti na história do torneio. Passou em branco no empate com Gana e anotou um na vitória sobre o Panamá, na última rodada da fase de grupos. No mata-mata, em jogo complicado, fez os dois da virada sobre a RD Congo e, na sequência, converteu um pênalti no Estádio Azteca, na eliminação do México.
Na última rodada do mata-mata, o camisa 9 não marcou, mas Bellingham anotou os dois da virada sobre a Noruega, o que colocou o camisa 10 na briga pela artilharia ao lado do capitão.
Do lado argentino, Lionel Messi segue como um dos maiores nomes do futebol internacional. Maior artilheiro da história da Copa do Mundo, com 21 gols, Messi lidera a artilharia entre os que seguem vivos na edição de 2026, com 8 gols.
Na estreia contra a Argélia, o camisa 10 marcou um hat-trick lendário. Anotou mais dois na vitória sobre a Áustria e fechou a fase de grupos com um gol contra a estreante Jordânia. No mata-mata, balançou a rede na eliminação de Cabo Verde e também na do Egito. Na vitória por 3 a 1 sobre a Suíça, passou em branco.
No quadro geral de artilheiros desta Copa, os capitães veem o caminho aberto e a disputa viva. Com a eliminação da França, Mbappé encerrou a participação com 8 gols, mesmo número de Messi. Entre os que seguem na competição, Erling Haaland aparecia logo atrás, com 7, antes da queda da Noruega. Com as eliminações, os capitães têm tudo para ampliar os números e brigar pela chuteira de ouro de 2026.
INGLATERRA PARA A PARTIDA
Jarell Quansah segue cumprindo suspensão, após ser expulso no duelo contra o México, e só volta em uma eventual final. No jogo contra a Noruega, Stones foi escolhido para a posição e deve seguir.
Poupado no último jogo, Saka começou no banco e entrou apenas na segunda etapa, dando espaço para Madueke, mas deve retornar como titular no confronto desta quarta.
Reece James, que lidava com lesão na coxa, chegou a ganhar minutagem, mas ainda não deve ser titular na equipe de Thomas Tuchel — o espaço deve continuar com Djed Spence.
No meio, Declan Rice deve atuar novamente diante da Argentina. O atleta havia pegado uma virose, o que o tirou das condições plenas e abriu espaço para Eze na segunda etapa.
O setor ofensivo segue contando com Harry Kane, Jude Bellingham e Anthony Gordon.
No gol, Jordan Pickford fará sua 18ª partida em Copas do Mundo. Com o número, o goleiro supera Peter Shilton como o jogador inglês com mais jogos na história da competição.
🏴 INGLATERRA: Pickford; Konsa, Stones, Guéhi e O’Reilly; Declan Rice e Elliott Anderson; Anthony Gordon, Bellingham e Madueke (Bukayo Saka); Kane
Técnico: Thomas Tuchel.
Bellingham e Kane entram em campo guiando o ataque inglês, com 6 gols cada. Do lado argentino, Messi está dois à frente. A partida coloca os favoritos à artilharia da Copa frente a frente, na briga pela última vaga na decisão.
O vencedor enfrenta a Espanha na grande final no domingo (19), no MetLife Stadium, nos Estados Unidos, às 16h.
O perdedor disputa o terceiro lugar contra a França no sábado (18), às 18h, no Estádio de Miami, também nos Estados Unidos.
DETALHES DA PARTIDA
Árbitro: Ismail Elfath (EUA)
Assistentes: Corey Parker (EUA) e Kyle Atkins (EUA)
VAR: Ainda não divulgado pela FIFA
Data: 15 de julho de 2026
Horário: 16h (horário de Brasília)
Local: Estádio de Atlanta
Transmissão: CazéTV, TV Globo, sportv e getv
Foto de capa: Divulgação/England
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