Goleiro foi alvo de insultos da torcida do Rosario Central na ida das oitavas da Libertadores
O Corinthians veio a público repudiar os ataques racistas sofridos pelo goleiro Hugo Souza durante o empate em 0 a 0 com o Rosario Central, nesta quinta-feira (13), no Gigante de Arroyito, pela ida das oitavas de final da Copa Libertadores. Em nota, o clube classificou o caso como mais um episódio de racismo no futebol e afirmou que vai cobrar investigação para identificar e punir os responsáveis.
RELATO EM CAMPO E PROTOCOLO
O clima pesou de vez perto dos vinte minutos do segundo tempo, quando Hugo não aguentou calado as agressões que vinham das arquibancadas e procurou o árbitro Andrés Matonte para exigir uma postura. O protocolo antirracismo foi prontamente acionado, o delegado da partida foi informado e o sistema de som do estádio precisou intervir, pedindo para que os torcedores locais parassem com os cânticos preconceituosos.
Na saída do gramado, o camisa um corintiano desabafou o cansaço de quem vê a história se repetir. “Parece uma coisa comum, o que não pode ser”, pontuou o goleiro, que afirmou ter tomado todas as providências ao seu alcance para que nada passasse batido.
CENÁRIO DO CONFRONTO
Com a bola rolando, o Corinthians mostrou poder de resistência. O time segurou a pressão dos argentinos e garantiu o 0 a 0 fora de casa, mesmo tendo de lidar com a expulsão do volante Allan nos minutos finais. O resultado deixa o caminho aberto: quem vencer na volta avança para as quartas de final, e um novo empate leva a vaga para os pênaltis.
Foto de capa: Reprodução/Internet
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