O Corinthians fechou um contrato de patrocínio de R$ 22 milhões com a Fatal Fans, plataforma de conteúdo adulto por assinatura, no sábado (4 de julho), na sede do clube, para aliviar a crise financeira e garantir investimentos nas modalidades esportivas.
O acordo, assinado de forma definitiva sob o comando do presidente Osmar Stabile, prevê a exibição da marca nos calções do futebol masculino profissional até o fim de 2027. O primeiro pagamento, referente ao adiantamento de quase R$ 4 milhões, ocorreu na quinta-feira (9 de julho).
Crise do Corinthians
Pressionado por dívidas acumuladas e punições de transferência da Fifa (transfer bans), o clube encontrou na receita do mercado de entretenimento adulto uma saída emergencial de caixa. A diretoria alvinegra optou por direcionar os recursos especificamente para custear esportes que sofrem com déficit de verba, como o futsal e o basquete.
O contrato impõe regras estritas de conduta para preservar a marca institucional: a tradicional borboleta da Fatal Model foi vetada do uniforme masculino, e os jogadores profissionais não poderão ser vinculados a campanhas de teor erótico.
A representatividade no futebol feminino
O elenco feminino do Corinthians não estampará a marca da Fatal Fans em suas camisas ou calções. Para preservar a identidade das atletas, que são referências nacionais em ativismo de gênero, o espaço publicitário correspondente no uniforme das Brabas será inteiramente dedicado a campanhas educativas de combate à violência doméstica e familiar contra a mulher.
A rejeição do público
A repercussão entre os torcedores e a opinião pública, no entanto, foi marcada por forte rejeição. Críticos e setores da torcida argumentam que o Corinthians, sendo um dos maiores e mais populares clubes do Brasil, tem força de mercado suficiente para fechar acordos com grandes marcas tradicionais de outros segmentos, sem a necessidade de expor sua camisa a esse nicho.
Por trás do negócio está a Atlas Technologies, gigante de desenvolvimento de software com projeção de faturamento anual de até R$ 200 milhões e holding controladora tanto da Fatal Model quanto da Fatal Fans. Hoje, as duas empresas funcionam de forma paralela no setor de entretenimento adulto.
Cientes da polêmica e buscando reduzir a resistência de investidores e torcedores, a diretoria do Corinthians e a Atlas Technologies reforçam que o acordo foi firmado juridicamente com a Fatal Fans, enfatizando tratar-se de uma plataforma totalmente regularizada no setor de conteúdo adulto por assinatura.
Possível resistência no elenco profissional
Os indícios de que o patrocínio não foi bem aceito parecem ter ultrapassado as arquibancadas e chegado ao próprio elenco. Durante o amistoso entre Corinthians e FC Cascavel, realizado no domingo (12 de julho), o meia Rodrigo Garro chamou a atenção ao posar para a tradicional foto oficial com a arbitragem antes da partida. Na imagem, o jogador apareceu com a mão sobre a área do calção onde a marca da Fatal Fans está estampada, o que gerou repercussão nas redes sociais e levantou questionamentos sobre o desconforto dos atletas em associar sua imagem ao novo parceiro comercial.
A repercussão desse patrocínio parece que será tão longa quanto o contrato. O desfecho da parceria servirá de termômetro para medir até que ponto o torcedor e os próprios atletas estão dispostos a tolerar a marca.
Foto de capa: Reprodução/Internet
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