Rio de Janeiro, Brasil - 11/08/2026 - Estádio Maracanã. Fluminense enfrenta o Independiente Rivadavia esta noite no Maracanã pela partida de ida das oitavas de finais da Libertadores 2026. FOTO: LUCAS MERÇON / FLUMINENSE F.C. IMPORTANTE: Imagem destinada a uso institucional e divulgação, seu uso comercial está vetado incondicionalmente por seu autor e o Fluminense Football Club.É obrigatório mencionar o nome do autor ou usar a imagem. . IMPORTANT: Image intended for institutional use and distribution. Commercial use is prohibited unconditionally by its author and Fluminense Football Club. It is mandatory to mention the name of the author or use the image. . IMPORTANTE: Imágen para uso solamente institucional y distribuición. El uso comercial es prohibido por su autor y por el Fluminense FootballClub. És mandatório mencionar el nombre del autor ao usar el imágen.
Sem gols, a cobrança sobre Zubeldía cresce e o futuro é incerto no clube
No Maracanã, o Fluminense empatou por 0 a 0 com o Independiente Rivadavia, nesta terça-feira (11), pelo jogo de ida das oitavas de final da Libertadores. Com os mesmos problemas de partidas anteriores, o Tricolor não fez um jogo à altura da competição, e o empate soou como lucro diante do futebol apresentado, já que o time argentino criou as melhores chances.
As equipes já haviam se enfrentado na fase de grupos. O primeiro encontro terminou com vitória do Rivadavia no Maracanã por 2 a 1, de virada. O segundo, com empate por 1 a 1 no estádio Malvinas Argentinas.
O Fluminense precisa vencer fora de casa para se classificar. Em caso de empate, a decisão será nos pênaltis.
PRIMEIRO TEMPO
Apesar de o Rivadavia ter tido melhor desempenho, não foi um jogo com muitas finalizações: foram sete para o Fluminense e cinco para o time argentino.
Logo nos primeiros minutos, Maximiliano criou chance para o Rivadavia ao bater com efeito da entrada da área, mas Fábio defendeu bem. Aos 42, no rebote, Hulk recebeu e bateu forte, mas pegou mal, e a bola foi para fora. Segundos depois, Martinelli recebeu passe e disparou de fora da área, e a bola raspou na trave.
Com primeiro tempo abaixo das expectativas, o Tricolor demorou a entrar no jogo. Porém, no final, teve as melhores chances criadas por Soteldo pelo lado esquerdo. A equipe foi para o vestiário sob muitas vaias no Maracanã.
SEGUNDO TEMPO
No começo da segunda etapa, Fábio fez grande defesa ao impedir Bonifacio, após chute rasteiro dentro da área. Aos 48, Lucho Acosta arriscou um chute que foi bloqueado por um defensor. A volta do intervalo deixou ambas as equipes com as defesas mais abertas. Minutos depois, Arana pediu para ser substituído por lesão na cabeça, e o protocolo de concussão foi aplicado. Fernandez, aos 55, criou a melhor chance do Rivadavia ao acertar o travessão.
Hulk foi substituído sob vaias e, após o apito final, a torcida gritou “time sem vergonha”. O Fluminense se complicou por não aproveitar a vantagem diante da torcida e precisa buscar a vitória na Argentina.
PROTOCOLO DE CONSUSSÃO
Durante o segundo tempo, Arana fez um chute e caiu no gramado sentindo tontura, mas chegou a seguir no jogo. Em um contra-ataque, caiu novamente e precisou ser substituído.
O protocolo de concussão permite que, em casos de choque de cabeça, os times substituam jogadores que apresentem sintomas neurológicos sem que a mudança conte entre as cinco substituições, ou seja, cada equipe ganha uma troca extra.
Pelo regulamento, Arana ficará fora do jogo entre Fluminense e Palmeiras pelo Brasileirão, já que jogadores que acionam o protocolo precisam ficar afastados por alguns dias.

PROBLEMAS NO ATAQUE
O Fluminense vive jejum ofensivo. Nos últimos cinco jogos, o ataque balançou a rede apenas uma vez, o que aumenta a pressão da torcida sobre os atacantes. Em destaque, Hulk, que saiu vaiado e ainda busca recuperar o melhor ritmo.
A falta de gols é responsabilidade do time inteiro. O Tricolor não venceu após a Copa e marcou poucos gols nos últimos jogos, o que preocupa para a sequência.
Após a partida, Hulk disse não saber o que seria necessário para o Fluminense voltar a vencer.
“Se a gente tivesse ideia do que fazer para mudar, já teríamos feito. Zubeldía vem tentando. Não tem jeito, é trabalhar. Importante é saber que tem grandes atletas, que sabem que precisam fazer mais. Eu me dedico bastante, trabalho bastante. Me cuido, chego no jogo leve e confiante, mas não acontece. Eu fico pensando ‘como é possível errar uma bola dessa?’ É trabalhar e manter a confiança.”

O Fluminense volta a campo no sábado (15), às 16h30, no Maracanã, pelo Brasileirão, antes do jogo de volta. Zubeldía terá o dilema de poupar ou ir com força máxima, uma vez que o clube não pode perder mais pontos no campeonato.
Foto de capa: Lucas Merçon/Fluminense F.C.
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