Além de Mattheus Montenegro, o volante Erick Pulgar, do Flamengo, também foi denunciado por lance no clássico
Mattheus Montenegro, presidente do Fluminense, foi denunciado pela Procuradoria do STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) por críticas à arbitragem após a derrota por 1 a 0 para o Flamengo, no último domingo (11), no Maracanã, pela 30ª rodada do Brasileirão.
O dirigente foi enquadrado no artigo 258 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva por desrespeitar ou reclamar de forma acintosa contra a equipe de arbitragem, comandada por Rafael Rodrigo Klein, com Daniel Nobre Bins no VAR.
Mattheus pode receber uma suspensão de 15 a 180 dias. O julgamento está previsto para esta quinta-feira (15).
RECLAMAÇÕES NA ENTREVISTA PÓS-JOGO
O presidente do Fluminense começou a coletiva afirmando que já havia falado sobre arbitragem no Campeonato Brasileiro, sempre com muita cautela, mas que, após a partida contra o Flamengo, precisava ser diferente para deixar claro seu posicionamento.
“A arbitragem hoje foi um lixo. Uma merda. Só para começar, o cartão amarelo do Pulgar, um absurdo o lance não ter sido expulsão. Eu vi ali agora o joelho do Castillo, está com a marca da trava da chuteira do Pulgar e ele não dá a expulsão.”
O dirigente também citou outros lances e destacou a importância da partida para o campeonato.
“Tem o pênalti no Savarino, um pênalti claro. E tem o pênalti no próprio Castillo, que o Léo Ortiz vai lá e chega com a sola e pega ele depois que ele chuta. Quando você vê o jogo dessa importância, o terceiro time do campeonato contra o primeiro time do campeonato, e tem uma expulsão que ele não dá e dois pênaltis, como é que a gente vai ganhar o jogo? É impossível.”
Após a coletiva, o Fluminense divulgou uma nota oficial sobre os lances.
VEJA A NOTA NA ÍNTEGRA
“O Fluminense FC lamenta que, mais uma vez, o maior clássico do Brasil tenha sido manchado por erros claros de arbitragem.
Ainda no primeiro tempo, o atleta Erick Pulgar, do Flamengo, atingiu o joelho do atacante Rodrigo Castillo com a sola da chuteira, numa entrada violenta que colocou em risco a integridade física do jogador tricolor. O árbitro Rafael Klein, bem posicionado para avaliar a jogada, optou por não aplicar o cartão vermelho que a regra determina. Mais grave ainda foi a omissão do VAR, comandado por Daniel Nobre Bins, que dispunha de todos os recursos para corrigir o erro e preferiu se calar.
A tolerância com esse tipo de conduta é um incentivo à deslealdade e uma ameaça a quem está em campo. Zelar pela integridade de quem joga é o mínimo que se espera de quem tem a responsabilidade de aplicar as regras.
E como se um erro claro não fosse o suficiente, o árbitro ainda ignorou dois pênaltis a favor do Fluminense. Um de Alex Sandro em Savarino e outro de Léo Ortiz em Castillo.
Não aplicar as regras implica em mudar a dinâmica de uma partida e, consequentemente, influenciar seu resultado. E isso não podemos permitir.”

Até o momento, o clube e Mattheus Montenegro não se pronunciaram sobre a denúncia.
Foto de capa: Marina Garcia/Fluminense
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