Laura Freigang estreia pelo Eintracht Frankfurt enquanto investigação antidoping segue sem definição. (Foto: Bild/IMAGO/HBM-Media)
Capitã do Eintracht Frankfurt é investigada por supostas falhas na atualização de localização para testes antidoping, mas segue liberada para atuar enquanto a DFB analisa o caso
A atacante Laura Freigang será opção do Eintracht Frankfurt para a estreia oficial da temporada, nesta quarta-feira (5), diante do Omonia Nicosia, pela fase classificatória da UEFA Women’s Champions League. Apesar de continuar sendo alvo de uma investigação antidoping conduzida pela Federação Alemã de Futebol (DFB), a capitã da equipe permanece liberada para atuar enquanto o processo disciplinar segue em andamento.
O caso se tornou um dos principais assuntos do futebol feminino alemão nas últimas semanas e continua cercado de incertezas. Embora a jogadora de 28 anos possa enfrentar uma suspensão de até dois anos, a investigação ainda não foi concluída e não há previsão para um julgamento definitivo.
É importante destacar que Laura Freigang não é investigada por uso de substâncias proibidas. O procedimento diz respeito a possíveis violações das regras de localização para controles antidoping, conhecidas internacionalmente como whereabouts failures.
ENTENDA POR QUE LAURA FREIGANG ESTÁ SENDO INVESTIGADA
Como atleta da seleção alemã, Laura integra o Grupo de Testes Registrados (RTP), grupo que reúne esportistas submetidos a um controle de antidoping mais rigoroso.
Os integrantes desse programa devem informar regularmente à Agência Nacional Antidoping da Alemanha (NADA) onde estarão diariamente, indicando um período específico de uma hora em que poderão ser localizados para a realização de testes surpresa.
Segundo a DFB, a atacante não foi encontrada nos locais informados em três ocasiões dentro de um período de 12 meses. Pelas normas do Código Mundial Antidoping, três falhas de localização ou de atualização das informações nesse intervalo podem configurar uma violação das regras antidoping, independentemente da existência de qualquer teste positivo para substâncias proibidas.
PROCESSO AINDA DEPENDE DE ANÁLISE JURÍDICA
A DFB informou que o procedimento permanece em fase de investigação por envolver questões jurídicas e médicas consideradas complexas.
Conforme as diretrizes da NADA, esse tipo de procedimento deve ser concluído, em regra, em até seis meses. Entretanto, cada uma das três advertências recebidas pela atleta é analisada individualmente.
Segundo veículos alemães como Bild e Frankfurter Allgemeine Zeitung (FAZ), a terceira ocorrência pode ser determinante para o desfecho do caso. As reportagens indicam que Laura disputou uma partida no dia em questão, mas teria deixado de atualizar corretamente sua localização no sistema utilizado pela NADA.
A principal discussão passa a ser se a falha ocorreu exclusivamente por responsabilidade da atleta ou se houve eventuais falhas processuais por parte dos órgãos responsáveis pelo controle.
Caso a infração seja confirmada, Laura poderá ser suspensa por até dois anos, ficando impedida de disputar partidas e participar de treinamentos oficiais durante esse período.
FRANKFURT MANTÉM APOIO À CAPITÃ
Enquanto não há uma decisão definitiva, o Eintracht Frankfurt mantém total respaldo à jogadora. A diretora de futebol feminino do clube, Katharina Kiel, afirmou que Laura continuará exercendo normalmente seu papel no elenco.
“Enquanto não houver uma decisão, Laura Freigang é parte integral do nosso elenco, uma líder importante, e continuará jogando por nós em partidas oficiais”, afirmou Katharina Kiel.
O técnico Niko Arnautis adotou postura semelhante ao minimizar qualquer impacto interno da investigação. Segundo o treinador, a repercussão do caso é muito maior fora do clube do que dentro do vestiário.
“É um assunto que desperta curiosidade, mas para nós não representa um problema. Sabemos que ela está aqui e está jogando. A única coisa importante é que ela lide bem com isso, e ela está lidando”, afirmou Niko Arnautis.
JOGADORA ATRIBUI CASO A FALHAS NO SISTEMA DE LOCALIZAÇÃO
Desde que o procedimento se tornou público, no início de junho, Laura Freigang evita conceder entrevistas sobre o assunto. Na ocasião, entretanto, publicou um comunicado em suas redes sociais afirmando que as ausências nos testes não ocorreram de forma deliberada.
Segundo a atacante, as notificações perdidas foram consequência de “discrepâncias e mal-entendidos” relacionados às frequentes atualizações exigidas pelo sistema de localização utilizada pelos atletas da seleção alemã.
Foto de capa: Bild/IMAGO/HBM-Media
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