Decisão da 44ª Vara Cível do Rio suspende parcialmente a política de elegibilidade adotada pela confederação em agosto; caso também tramita na Justiça Desportiva
A Justiça do Rio de Janeiro autorizou, em caráter provisório, que a oposta Tifanny Abreu, do Osasco, dispute a Supercopa Feminina de Vôlei, neste sábado (17), e a Superliga Feminina 2026/2027. A decisão da 44ª Vara Cível foi proferida às 19h12 e atendeu parcialmente a um pedido de tutela da atleta. Em nota oficial, a Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) informou que vai cumprir a ordem e recorrer.
O QUE DIZ A DECISÃO
Segundo a CBV, a liberação é excepcional e provisória. O próprio juízo registrou que a questão continua em análise na Justiça Desportiva, onde tramita um mandado de garantia, e que a tutela será reavaliada assim que houver julgamento definitivo nesse processo.
Na nota, a confederação afirmou que vai apresentar os recursos cabíveis para reverter a decisão. A entidade também disse reiterar “seu compromisso com o respeito e a dignidade de todas as atletas” e repudiar “qualquer manifestação discriminatória”.
A POLÍTICA DA CBV
Em 14 de agosto, a CBV publicou uma nova política de elegibilidade para as competições femininas, alinhada às diretrizes do Comitê Olímpico Internacional (COI) e da Federação Internacional de Vôlei (FIVB). A regra restringe a categoria a atletas do sexo biológico feminino, com verificação por triagem genética, e vale a partir da temporada 2026/2027, incluindo a Supercopa.
Tifanny, mulher trans, defende o Osasco desde 2021 e foi a primeira atleta trans a disputar a Superliga Feminina. Após a publicação da regra, o clube afirmou não ter sido consultado e reafirmou apoio à jogadora.
SUPERCOPA
A Supercopa Feminina 2026 coloca frente a frente Osasco e Praia Clube, em São Luís (MA), e abre a temporada nacional do vôlei feminino.
Foto de capa: Thiago Fernandes
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