Clube defende regulação no Brasil, mas quer punições mais rígidas para rivais endividados que continuam gastando alto
O Flamengo enviou nesta terça-feira (28) uma série de sugestões à Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF) e à CBF para ajustar as regras do Fair Play Financeiro no país. No documento, ao qual o ge teve acesso, a diretoria rubro-negra apoia a criação do controle financeiro, mas avisa que brechas na regulamentação atual vêm permitindo que times em Recuperação Judicial levem vantagem na montagem de seus elencos sem quitar dívidas antigas.
O IMPASSE DA RECUPERAÇÃO JUDICIAL

A grande crítica da diretoria é que a legislação virou um tipo de “escudo” para alguns clubes. Na visão do Flamengo, rivais usam a Justiça para congelar cobranças enquanto investem milhões em contratações de peso. Para travar esse movimento, o clube pede que os limites de gastos passem a valer logo no início dos processos judiciais, impedindo o uso de liminares para burlar o teto financeiro.
TRAVA NO BID E PERDA DE PONTOS
As propostas do Flamengo também atacam a burocracia do mercado de transferências. O clube sugere que nenhum jogador novo possa ser registrado no Boletim Informativo Diário (BID) sem que o time comprove regularidade fiscal prévia. Além disso, a cartilha enviada defende punições esportivas pesadas (como a perda de pontos no campeonato) para as equipes que estourarem o orçamento permitido.
A bola agora está com a CBF e a ANRESF, que terão um grande desafio pela frente. Até o momento, nenhuma das duas entidades definiu um prazo para responder ao Flamengo.

Foto de capa: Reprodução/Internet
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