Concessionária do Maracanã volta a apontar o estádio do Botafogo como alternativa para a semifinal da Sul-Americana
O Nilton Santos ganhou força como possível palco do jogo de volta da semifinal da Sul-Americana entre Vasco e Boca Juniors, marcado para 20 de outubro. Em documento apresentado à Justiça no domingo (4), a Fla-Flu Serviços S.A., que administra o Maracanã, afirmou que o estádio do Botafogo tem estrutura para receber jogos internacionais da Conmebol e já foi usado em partidas importantes da entidade.

OS ARGUMENTOS DA CONCESSIONÁRIA
No documento, a empresa destacou a experiência recente do Vasco em gramados sintéticos. O Cruz-Maltino enfrentou o Palmeiras no Allianz Parque e voltará ao estádio paulista pela Copa do Brasil. Na avaliação da concessionária, um jogo contra o Boca no Nilton Santos poderia servir até como preparação para esse duelo.
O estádio também atende à exigência de capacidade da Conmebol para a semifinal: comporta mais de 44 mil torcedores, acima dos 30 mil previstos no regulamento.
VASCO VÊ GRAMADO SINTÉTICO COMO DESVANTAGEM
O Vasco já manifestou preocupação com a possibilidade. Na ação em que tenta garantir o Maracanã, o clube argumentou que ainda não jogou a Sul-Americana em gramado sintético e que a mudança poderia representar uma desvantagem esportiva.
Outro ponto é a capacidade. Embora supere o mínimo exigido, o Nilton Santos recebe bem menos torcedores que o Maracanã, que comporta cerca de 78 mil.

VASCO AVALIA OUTRAS ALTERNATIVAS
Nesta segunda-feira (5), o clube consultou a administração da Arena da Amazônia, em Manaus, sobre a possibilidade de receber no local os jogos contra o Boca e contra o Flamengo, pelo Brasileirão.
A consulta foi confirmada pela Secretaria de Estado do Desporto e Lazer (Sedel), responsável pela arena. Segundo a pasta, o estádio está apto a receber as duas partidas, mas a decisão cabe ao Vasco.

MARACANÃ SEGUE INDEFINIDO
O Vasco tenta garantir o Maracanã na Justiça. Na sexta-feira (2), a ação do clube contra a concessionária foi suspensa, porque o tema já é discutido em outro processo, movido por um torcedor.
São Januário também segue como opção, mas o estádio não atinge a capacidade mínima de 30 mil lugares exigida pela Conmebol. O clube busca ampliar a capacidade e tenta uma flexibilização da regra.
PRAZO PARA DEFINIR O PALCO
O Vasco precisa informar à Conmebol nesta segunda-feira (5) se pretende jogar fora da cidade do Rio de Janeiro. Caso escolha outro estádio dentro da cidade, o prazo vai até sábado (10).
Enquanto aguarda os próximos passos na Justiça e trabalha com as alternativas disponíveis, o Vasco segue sem definição sobre o palco do confronto com o Boca Juniors, marcado para 20 de outubro.
Foto de capa: Dikran Sahagian/Vasco
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