O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) intensificou a utilização do Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro, em São Paulo, para preparar atletas de alto rendimento e receber competições oficiais. Gerenciado pela entidade por meio de um acordo de cooperação com o Governo do Estado, o complexo é o principal pilar para manter o país na quinta posição do ranking global do paradesporto, alcançada nos Jogos Paralímpicos de Paris 2024. A estrutura serve como base para a evolução técnica das seleções nacionais e atua na captação de novos talentos.
O momento do esporte paralímpico no país
O Brasil vive o período de maior maturidade de sua história no paradesporto, impulsionado diretamente pela infraestrutura de ponta oferecida na capital paulista. Desde o início da gestão do espaço, o local transformou a rotina das comissões técnicas ao centralizar os treinamentos, exibições e avaliações físicas das equipes nacionais.
Para a diretoria do comitê, o foco atual está no planejamento de longo prazo e na manutenção do sistema de processos que recebeu a certificação ISO 9001, garantindo que os atletas tenham condições ideais de hospedagem e alimentação focadas na alta performance.
A eficiência dessa preparação reflete diretamente no desempenho das delegações enviadas aos torneios internacionais deste semestre. A delegação brasileira conta com 237 atletas para a disputa de 13 modalidades nos Jogos Parasul-Americanos de Valledupar 2026, na Colômbia.
O Brasil já ocupa o 1º lugar no quadro de medalhas da competição em Valledupar, com 57 ouros, 40 pratas e 23 bronzes, reflexo da rotina intensa de treinos. A competição vai de 2 a 15 de julho, com margem para o país ampliar ainda mais a vantagem.
O futuro do Centro de Treinamento
O calendário do Centro de Treinamento Paralímpico segue ativo durante todo o ano, funcionando como o coração do paradesporto nacional. O local abriga desde as fases iniciais de escolinhas e projetos de formação de base até o treinamento intensivo das seleções principais que disputam mundiais e circuitos internacionais.
Gerenciado com um orçamento de manutenção planejado para garantir a preservação das arenas e equipamentos adaptados, o CPB projeta expandir esse modelo. O grande objetivo estratégico é desenvolver novos núcleos de referência regional pelo país para ampliar o impacto social e esportivo do paradesporto.
Foto de capa: Reprodução/Internet
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