As sequelas vieram de golpes ilegais na nuca durante uma luta em 2015, e o pai do atleta cobra responsabilização pelo caso desde então
Nesta quinta-feira (13), o mundo do boxe foi surpreendido pela notícia da morte do boxeador Prichard Colón, que passou cerca de 11 anos em estado vegetativo após sofrer golpes ilegais na nuca durante uma luta. Ele tinha 33 anos. A morte foi anunciada por seu pai, Richard Colón, no Facebook.
“Bom dia, meu povo. Lamento informar-vos sobre a morte do meu filho Prichard deste mundo terreno. Agora ele está num mundo melhor. Fiz tudo o que pude para cumprir o seu desejo, o seu sonho de levá-lo de férias para Porto Rico, mas não foi possível. Obrigado por tantos anos de amor e orações. Tanto quanto puderem, por favor, mantenham-nos em suas orações”, contou o pai.
Além de cuidar do filho durante esses anos, Richard teve papel essencial na busca por justiça, cobrando providências das autoridades do boxe, que, segundo ele, nunca puniram o responsável pelos golpes: o lutador Terrel Williams.
INÍCIO DA CARREIRA
Prichard Colón nasceu em Maitland, na Flórida, em agosto de 1992. Quando tinha 10 anos, a família mudou-se para Porto Rico, onde ele treinou no Albergue Olímpico, em Salinas.
Aos 23 anos, Colón já acumulava 16 vitórias, sendo 13 por nocaute, e nenhuma derrota no cartel profissional.

O ACIDENTE
O bom retrospecto levou Colón a um combate sem título em jogo (non-title) contra o pugilista Terrel Williams, em outubro de 2015. Williams chegava com o cartel de 14 vitórias e nenhuma derrota.
Durante o confronto, Colón recebeu diversos golpes na nuca, algo proibido pelo regulamento. No vestiário, queixou-se de náusea e tontura à sua equipe e foi levado ao hospital no mesmo instante.
Após exames, foi constatado que Prichard estava com um hematoma subdural, o acúmulo de sangue entre o crânio e o cérebro. Ele passou por cirurgia para aliviar a pressão na região, ficou em coma por cerca de sete meses e, ao acordar, permaneceu em estado vegetativo.
O jovem passou a viver com a família na Flórida, e o pai, Richard Colón, era quem informava os fãs sobre o seu estado de saúde, pela página no Facebook.

O PAI DE PRICHARD BUSCA JUSTIÇA
O pai de Prichard sempre deixou claro que as autoridades do boxe não ofereceram nenhum tipo de assistência ao caso e não puniram Terrel Williams pelos golpes ilegais aplicados durante o confronto.
Em 2017, a família entrou com uma ação judicial contra o médico responsável por atender o jovem no ringue, acusando-o de negligência por não interromper a luta. O processo pedia uma indenização de US$ 50 milhões, mas nunca foi concluído.
Em 2021, Colón recebeu o título de campeão honorário do Conselho Mundial de Boxe (WBC). Uma foto postada por sua mãe no Facebook mostrava o jovem sorrindo enquanto usava o sonhado cinturão verde.

A CavatiTV lamenta o falecimento de Prichard Colón e presta solidariedade aos familiares, amigos e admiradores.
Foto de capa: Reprodução/Internet
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